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Os meus anos 70 - Música

Quarta-feira, 07.09.11

 

Resolvi, porque essa é a minha natureza, manter o sol dos anos 70 na minha vida. Ir buscar sempre à fonte, a essa água transparente que ainda corre nalguma encosta esquecida. Como solta e alegre eu corria nesse tempo dos verões intermináveis. 

Esses foram os meus anos felizes, porque ainda não tinha visto o lado B que habitava fora desse lugar e dos meus sonhos secretos. Todas as manhãs e tardes que passei a ler, essa música ensolarada acompanhou-me, a marcar os dias.

Aqui irei colocar, uma a uma, as músicas dos meus anos 70, desses verões intermináveis, desses sonhos secretos.


Começo pelos America - A Horse With No Name.

 

Ainda é a mesma sensação de total liberdade, sol e nada mais, o eterno verão. Dá para ouvir a mordiscar maçãs, esqueci-me desse pormenor.

 

 

 

Um mês e meio depois: E não é que entretanto descobri outras duas composições dos America que me acompanharam muitos dias de verão? É o que faz espreitar o Youtube, reencontramo-nos com essa vitalidade juvenil. Aqui vão, caros Viajantes: Lonely People e Tin Man.

Não resisto a colocar aqui também este Sister Golden Hair. E já agora este You Can Do Magic.

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 00:42

Amor e gratidão - 1

Domingo, 17.04.11

 

Coloquei desde sempre estes sentimentos essenciais no topo de todos os outros: amor e gratidão. E não apenas em relação às pessoas que comigo coincidiram num espaço-tempo, desde os mais próximos, os que primeiro amei e conheci (ou pensei conhecer). Também em relação à própria vida, só porque sim, respirar fundo quando se abrem janelas pela manhã, caminhadas entre árvores, o calor do sol primaveril na pele, a água tépida de um lago,  a luminosidade que se altera, os sons, os cheiros... 

 

Este é um exercício vital para todas as idades: passear em jardins botânicos, históricos ou actuais, organizados ou desordenados, voltar a fazer piqueniques, voltar a esse encontro com as coisas simples como preparar um lanche. Aqui voltarei com receitas, desta vez para lanches ao ar livre.

 

 


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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 09:48

Antes vivos uma hora, do que a dormir uma vida inteira

Sábado, 12.02.11

 

 

Olho para trás e já não te vejo

Quem eu vejo é um reflexo criado por mim

 

O caminho está deserto de novo

mas não de uma forma desagradável

O sol ilumina tudo como numa paisagem irreal

 

Vejo pela primeira vez as marcas dos meus passos

e estranho a sua terrível consistência

Sempre gostei de insistir nos mesmos erros

 

Acordei de um sono longo

e já não poderia respirar nessa ficção


Estes são os efeitos secundários da verdade

uma vez vislumbrada, nada a poderá substituir

Antes vivos uma hora, do que a dormir uma vida inteira

 

 


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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 21:28

Coisas simples: a ironia divina

Domingo, 18.04.10

 

A Europa esqueceu a Islândia mas a natureza tratou de lha lembrar...

 

O abraço fatal do PS já envolveu sociólogos livres e independentes como António Barreto...

 

O Presidente diz que não é grego mas está a ver-se grego para regressar a Portugal...

 

E, finalmente, uma line perfeita para os tempos políticos actuais. A line é do Felix, personagem do filme Encostada às cordas, com a Meg Ryan: raw is workable, rotten isn't...

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 19:34

Do Tempo das Descobertas: O vento e os salgueiros

Quarta-feira, 17.03.10

 

Do Dias com Árvores, este poético post sobre salgueiros e vento. Paulo Araújo refere na resposta ao meu comentário que o título foi inspirado num romance para crianças de Kenneth Grahame, mas a mim lembrou-me de imediato o vento nas árvores dos filmes de David Lean.

 

"  O vento e os salgueiros 


Salix atrocinerea Brot. [em cima os amentilhos femininos, em baixo os masculinos]

As árvores europeias mais comuns não se destacam pela floração vistosa. Muitas delas confiam ao vento o trabalho de polinizar; e, como ele não é caprichoso e faz o serviço de graça, não há razão para tentar seduzi-lo. As flores masculinas surgem em cachos pendentes e flexíveis - os amentilhos - que foram feitos para dançar ao vento, largando o pólen enquanto se saracoteiam. As flores femininas, por seu turno, quase não se vêem: basta que estejam lá, abertas para receber esse pó fecundo que tantas alergias nos provoca. Carvalhos, bétulas, avelaneiras e amieiros, todos eles optaram por esse modo de reprodução que dispensa a ajuda das abelhas e de outros insectos diligentes.

À primeira vista, os salgueiros (género Salix) fariam igualmente parte do clube das árvores auto-suficientes. Afinal, as suas flores também vêm dispostas em amentilhos, e não são particularmente chamativas nem pela cor nem pelo cheiro. Existem, porém, duas diferenças cruciais: os amentilhos não são flexíveis, e há-os de dois tipos, masculinos ou femininos. É que os salgueiros são dióicos, querendo isto dizer que há árvores dos dois sexos, cada qual com o seu tipo de flor. Os amentilhos masculinos não se balançam ao vento, e os femininos não se esforçam por passar despercebidos. A revelação de que os salgueiros são polinizados por abelhas e mariposas não surge assim como surpresa. E há recompensas para garantir que os bichos cumprem a tarefa de bom grado, pois tanto as flores femininas como as masculinas estão equipadas com nectários. Tirando isso, umas e outras adoptaram um formato minimalista: as masculinas são quase só estames, e as femininas reduzem-se aos ovários.

A dispersão das sementes é a fase do ciclo de vida dos salgueiros em que eles pedem ajuda ao vento. Para melhor esvoaçarem, as diminutas sementes vêm envolvidas por pêlos sedosos. É o contrário do que sucede com os carvalhos: embora eles sejam polinizados pelo vento, as bolotas que produzem nada têm de aerodinâmico. E há ainda outras árvores, como os choupos e os plátanos, que usam os bons ofícios do vento em todas as fases da sua propagação.

Com a sua copa baixa e arredondada, o salgueiro-preto (Salix atrocinerea) é um dos salgueiros mais abundantes no nosso país, formando bonitas galerias ao longo de rios e de outros cursos de água. É também, por florir precocemente, uma importante planta melífera numa altura do ano em que são escassas as flores. Já o tínhamos
mostrado em Santo Tirso acompanhando as curvas do rio Ave. Corria então o mês de Fevereiro e a floração estava no auge, mas agora que Março vai embalado já não sobram muitos dias para ver o espectáculo. Uma observação atenta de uma fiada destes salgueiros permite, mesmo ao longe, diferenciar o amarelo das copas masculinas do verde das femininas.

As fotos de hoje foram tiradas na freguesia do Campo, em Valongo, ao fundo de uma elevação onde se instalou uma grande pedreira para extracção de xisto. Curiosamente, os salgueiros não colonizaram as margens do rio Ferreira, mas apenas as de um magro ribeiro - pouco mais que um fio de água, inteiramente escondido pelas árvores - que nele ali desagua.

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 15:47

...

Quinta-feira, 28.05.09

 

 

Descubro-te em mim sempre

paisagens  tonalidades  gestos

 

 

 

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 09:09

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Terça-feira, 26.05.09

 

 

Eu sou essa noite misteriosa

A alma acesa

 

 

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 15:54

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Terça-feira, 26.05.09

 

 

Eu sou essa casa

do lado da luz

 

 

 

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 15:50

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Domingo, 24.05.09

 

 

A sensualidade outonal

é muito mais criativa

do que a primaveril

 

não sabia

não, não sabia

 

mas ainda bem

sim, ainda bem

 

 

 

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 20:28

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Domingo, 24.05.09

 

 

Sentimento pleno

profundo

 

como a ligação física a uma paisagem 

 

 

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 20:23








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